Psicologia, Hipnose e Religião

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Considerado por muitos como o tripé da discórdia, psicologia, hipnose e religião são assuntos que geram muita polêmica. Existem questões que aproximam estas três áreas e por outro lado, existem questões que as tornam coisas completamente diferentes. Mas o objetivo deste post não é defender e muito menos criticar nenhuma delas, nem apenas mostrar os pontos de intercessão, mas ir além e provar que todas elas podem coexistir em paz e harmonia e que um tema pode até potencializar o(s) outro(s).

Confuso de mais? Calma que vamos melhorar isso. Me acompanhe até o final…

Psicologia 

[Wikipédia] É o estudo do comportamento e as funções mentais. A psicologia tem como objetivo imediato a compreensão de grupos e indivíduos tanto pelo estabelecimento de princípios universais como pelo estudo de casos específicos, e tem, segundo alguns, como objetivo final o benefício geral da sociedade. Um pesquisador ou profissional desse campo é conhecido como psicólogo, podendo ser classificado como cientista social, comportamental ou cognitivo. A função dos psicólogos é tentar compreender o papel das funções mentais no comportamento individual e social, estudando também os processos fisiológicos e biológicos que acompanham os comportamentos e funções cognitivas.

Hipnose

[Wikipédia] Segundo a atual definição pela Associação Americana de Psicologia, é um estado de consciência que envolve atenção focada e consciência periférica reduzida, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão. É um estado mental (teorias de estado) ou um tipo de comportamento (teorias de não-estado) usualmente induzidos por um procedimento conhecido como indução hipnótica, o qual é geralmente composto de uma série de instruções preliminares e sugestões. O uso da hipnose com propósitos terapêuticos é conhecido como “hipnoterapia”.

Para Milton Erickson – um dos maiores nomes da hipnoterapia no mundo – hipnose é “suscetibilidade ampliada para a região das capacidades sensoriais e motoras para iniciar um comportamento apropriado.”

Religião

[Wikipédia] É um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais.[nota 1] Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.

A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões tem comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes.

O que tem tudo isso?

De cara podemos perceber que todos estes conceitos falam sobre comportamento. De alguma forma, tanto a psicologias quanto a hipnose e a religião, mudam comportamento, constroem (ou reconstroem) sistemas de crenças e valores e definem (ou redefinem) formas de agir em sociedade.

Psicologo que discute a existência da hipnose está indo contra seu próprio Conselho que aprova a técnica como ferramenta terapêutico cientificamente comprovada; Hipnotista que desaprova a psicologia esquece que depois que a pessoa está em transe, quase tudo que existe de abordagem terapêutica para ressignificação vem da psicologia.

E onde entra a religião? Muitas pessoas acreditam que hipnose tem ligação com religião. Na verdade não tem… ou tem 100% de ligação. Vou explicar…

Hipnose não é religião, pois ela existe independente de crença. No entanto, todo processo de terapia deve levar em conta a religião do cliente em tratamento. Se o terapeuta ou o psicólogo for brigar com o conjunto de crenças e valores do paciente, dificilmente sairá algo positivo desta interação. Por outro lado, se o profissional souber como usar as crenças, princípios, valores e a religião do paciente a seu favor, as transformações serão facilmente percebidas.

A ciência ainda não conseguiu explicar este poder que existe em nossa mente: o poder da fé. O poder de acreditar muito em algo, de tal forma que esta crença transforma o corpo, transforma a mente, transforma o comportamento e até cura. Um exemplo é o efeito placebo, onde um doente toma “remédio de farinha”, acreditando que ali existe uma droga poderosa, e ao tomar o placebo ele de fato melhora pelo simples fato de acreditar nisso. É o mesmo processo quando um enfermo acredita que a oração vai fazer com que ele melhore e ai, mesmo em casos desacreditados pela ciência, acontecem os milagres.

Fato é que pouco se sabe de tudo isso, mas qual o motivo de se explicar as coisas? Por que tudo tem que ter explicação científica? Eu vejo tudo isso como uma mistura poderosa que pode transformar vidas. Psicólogos, usem a hipnose como catalizador em seus processos, e se seu paciente tiver religião, use isso também a seu favor. Hipnotistas, estudem psicologia e usem das técnicas de ressignificação em suas sessões. E se seus hipnotizados tiverem religião, aproveite com todas as suas forças.

Quer entender mais sobre o assunto? Veja os vídeos que separamos pra você.

 

 

 

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